Devido a uma reforma no centro de serviços do Terminal da Lagoa,
dezenas de comerciantes foram obrigados a interromper suas atividades. A
obra só deve ser concluída em dezembro
Permissionários do terminal de ônibus da Lagoa estão há oito meses sem trabalhar. A Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb) interditou o centro de serviços do terminal e os boxes foram fechados para uma reforma - iniciada em abril último e tinha conclusão prevista para 90 dias - prazo já expirado.
A Emlurb, por meio de sua assessoria de imprensa, não soube informar quantos pontos comerciais estão fechados e quantos trabalhadores deixaram de exercer suas atividades. Segundo o órgão, a obra é necessária. Para Airton Montenegro, arquiteto responsável pelo projeto, há problemas estruturais no local: “Foi preciso demolir a antiga estrutura metálica e vamos construir uma nova”. Ele diz que o que foi feito até agora é uma etapa do processo, pois ainda há reparos pendentes. “Falta restaurar a instalação elétrica, recuperar esquadrias e pilares, além de uma pintura geral”.
Enquanto a reportagem esteve no local, foi possível observar rachaduras em colunas e paredes, estruturas metálicas oxidadas e vasos sanitários sem condições de uso.
Um
permissionário que preferiu não se identificar disse que está sem
trabalhar desde o início da reforma: “Venho fazendo bicos desde que
fecharam minha loja. Tenho medo de arrumar um emprego de carteira
assinada e de repente as lojas reabrirem”. Outra queixa frequente entre
os comerciantes é a “indisposição” da Emlurb em a acomodá-los em outro
lugar durante a reforma. “Nunca chegaram com essa proposta”, diz outro
comerciante. A demora na conclusão da obra e a falta de informações
incomodam os permissionários. “Já tentamos marcar reunião com o pessoal
da Emlurb, mas eles ficam enrolando”, dispara um comerciante.Airton Montenegro admite o ritmo lento, atribuído por ele à “complexidade da reforma”. Em alguns trechos, foi necessário abrir vigas e pilares, segundo o arquiteto. Ele afirmou ainda que o contrato entre a Prefeitura de Fortaleza e a Astral Construtora Ltda, empresa responsável pela obra, sofrerá um aditivo.
Fonte: O Povo


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