segunda-feira, 19 de novembro de 2012

RN: Comércio irregular de passagens em Natal prejudica o sistema de transporte público


Para inibir a atuação dos chamados “janelinhas”, pessoas que lucram com a venda irregular de passagens dos ônibus em Natal (RN), a Prefeitura anunciou alterações no Sistema de Integração do Transporte Público da cidade. A partir da próxima quinta-feira (15), o “Passe Livre”, como é chamado esse sistema que permite ao usuário trocar de linha pagando uma única passagem com o cartão eletrônico no intervalo de 1h, vai ficar restrito. Com a mudança as linhas que tem origem em um mesmo terminal ou bairro não poderão mais integrar entre si.

Segundo o secretário adjunto da pasta de Mobilidade Urbana (Semob), Haroldo Maia, o Passe Livre, que foi implantado na capital potiguar em 2009, está sendo vítima de uma fraude ocasionada pelo comércio paralelo e irregular das passagens do cartão eletrônico dos usuários, e isso estaria prejudicando o sistema de transporte da cidade com a evasão da receita. “Existem pessoas lucrando com a utilização do benefício da integração, criado para o usuário completar sua viagem sem o custo de uma segunda tarifa”, conta. 

Chamados de “janelinhas”, pois vendem o passe do cartão eletrônico ao usuário do ônibus, que depois o devolve pela janela, essas pessoas também são conhecidas por valeiros. Elas ficam em diversas paradas da cidade e com vários cartões, abordando os usuários do trasporte coletivo e perguntando se eles vão pagar em dinheiro para poder vender o passe a preços mais baixos do que a tarifa vigente, que é de R$ 2,20. Em geral, praticam o valor de R$ 1,75 e também vendem a segunda passagem do cartão, que é gratuita para o usuário.

“É nessa prática que está o lucro, pois os janelinhas vendem o passe por um preço mais baixo e lucram, depois vendem a o passe da integração que é gratuito para o usuário e lucram novamente, desvirtuando a função do Passe Livre. E isso acontece mais de uma vez em pouco tempo”, explica o secretário da "Semob". Em Natal, existem seis empresas de ônibus que atuam na cidade com 88 linhas e transportam cerca de 8 milhões por mês.



Haroldo Maia fala ainda que "para se ter uma ideia, em maio de 2009, logo no inicio da implantação do Passe Livre, eram feitas cerca de 86 mil integrações por mês, hoje, elas estão na faixa de 1,2 milhões mensais, quando deveriam girar em torno de 400 mil. " E acrescenta: "Após análise nos relatórios da bilhetagem eletrônica  foi constatado que um mesmo cartão eletrônico  esta integrando 600 vezes por mês, e outro 500 vezes. Que nos leva a crer na fraude"

Ele explica também que essa prática irregular acarreta um desequilíbrio econômico, prejudicando o próprio usuário  pois traz reflexos na qualidade do serviço. Completa: " Isso está enfraquecendo o sistema. " E denuncia que, os cartões eletrônicos nas mãos dos 'janelinhas' são alugados ou adquiridos de pessoas que recebem de empresas privadas e de funcionários públicos, para seu deslocamento ao trabalho.

Fonte: Fortalbus.com

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Caos no setor do transporte de Aracajú(SE) é reflexo do congelamento da tarifa


Trabalhadores das empresas VCA (Viação Cidade de Aracaju) e São Cristóvão paralisaram as atividades durante a manhã desta quarta-feira, 07, questionando o atraso nos pagamentos. De acordo com o superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp), José Carlos Amancio, a situação já era, infelizmente, esperada, diante dos últimos dois anos sem reajuste da tarifa de ônibus, que já vinha em desacordo com a planilha de custos para o serviço.



"Esse caos já tinha se instalado, desde quando o setor, mesmo sem o reajuste tarifário, concedeu reajuste no salário e no ticket alimentação aos rodoviários. Isso é matemática. Nós, inclusive, já vínhamos comunicando à prefeitura que o serviço não iria se sustentar dessa forma", disse Amâncio, frisando que, por exemplo, foi concedido 10% de reajuste salarial e 20% nos tickets mesmo sem o reajuste da tarifa.

"Infelizmente o caos já atingiu a primeira empresa e eu acredito que, se não tomarem uma posição mais enérgica, atingirá as demais empresas também. O certo é que as empresas tenham até o dia 30 os recursos necessários para pagarem os funcionários, mas infelizmente isso não aconteceu. Precisamos que o poder público que foi o pivô dessa situação tome uma providência. Do jeito que está o setor não se sustenta", alertou Amâncio. O superintendente afirmou ainda que, "ao logo dos anos, principalmente na última gestão da prefeitura, o reajuste da tarifa tem sido muito mais político que técnica. Se assim não fosse, as empresas não estariam atrás de empréstimos de bancos e mais bancos para conter as despesas", reclamou ele. 

O superintendente lembra que o prefeito havia prometido reajustar a tarifa após a licitação, no entanto, por não ter colocado ainda o processo licitatório em vigor a prefeitura acabou desestabilizando as empresas. "Apresentaram um projeto com irregularidades e a agora nem foi revista a licitação nem a tarifa. As empresas continuam trabalhando na expectativa de que o prefeito atual se sensibilize e conceda o reajuste adequado em equilíbrio com a planilha de custo", disse ele.

Segundo o superintendente, outro fator que implica no desequilíbrio financeiro das empresas é o volume de impostos que as empresas pagam para a prestação do serviço público.  Entre os destaques estão o pagamento da taxa de gerenciamento à Prefeitura de Aracaju e o alto imposto sobre o combustível diesel. "Afirmar hoje que a tarifa cobre as despesas das empresas com o serviço é uma mentira. Os impostos pagos pelas empresas já são pagos com dificuldade. E os ajustes e pagamentos internos, manutenção, compra de equipamentos e de ônibus são feitos através de endividamento", disse José Carlos Amâncio, considerando que a discussão pelo poder público sobre a desoneração do custo do serviço do transporte está estagnada.

Mesmo diante da realidade, as empresas VCA e a São Cristóvão depositaram o pagamento dos salários que estavam programados para esta quarta-feira, quinto dia útil do mês, bem como das férias que estavam em atraso. "Compreendemos a reivindicação dos trabalhadores, que é justa. Eles fizeram uma paralisação ordeira, mas apelamos para a compreensão deles para que, diante do anúncio das empresas de efetuarem os pagamentos ainda hoje, encerrassem a paralisação para que o serviço à população volte à normalidade", disse Amâncio. A paralisação dos rodoviários foi suspensa por volta das 12h30

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ônibus elétricos já são realidade no Brasil

Aos poucos, os ônibus elétricos ganham as ruas das cidades brasileiras, especialmente nos grandes centros. Em julho deste ano, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, anunciou que seriam feitos testes na região com um ônibus elétrico chinês - que chegaria ao Brasil em outubro, segundo a TCB, empresa pública de transportes de Brasília - e que modelos similares serão utilizados durante a Copa de 2014, quando já deverá estar instalada uma fabrica do veículo no DF.


Outros ônibus elétricos também já circulam no Rio de Janeiro, onde a brasileira Tracel, em parceria com a COOPE-UFRJ, desenvolveu um protótipo de ônibus híbrido movido a hidrogênio, e em São Paulo, através da Eletra. Mesmo sem fazer previsões exatas, especialistas da área acreditam que os coletivos que investem em energia limpa devem se tornar cada vez mais comuns no país.

Com 12 anos de experiência no setor de transportes, a Eletra é responsável por desenvolver ônibus elétricos de três tipos: trolebus, híbridos e elétricos puros. Enquanto os primeiros, que já são cerca de 300 em São Paulo e no ABC Paulista, precisam de uma rede de subestações para alimentar seu sistema de tração elétrica e não são poluentes, os híbridos, que já circulam em São Paulo e no ABC paulista com 38 modelos, apesar da tecnologia similar, apresentam emissão de poluentes, em um nivel baixo.

"O trolebus é cerca de 10 vezes mais barato do que o metrô, e em países como o Brasil, onde a matriz energética é a hidrelétrica, ele tem zero emissão, e é bastante silencioso. Já o nosso híbrido tem emissão de poluição, gerando energia a bordo, através de um gerador, queimando diesel ou álcool para fazer o veículo andar, o que dispensa a rede elétrica necessária ao trolebus, mesmo sendo vinte por cento mais caro que o primeiro", compara o gerente de engenharia da Eletra, Paulino Hiratsuka.


Elétrico puro usa apenas uma bateria

Ainda em fase experimental, o terceiro tipo de ônibus elétrico desenvolvido pela empresa, o elétrico puro, tem como grande diferencial o uso apenas de uma bateria, fabricada de acordo com a necessidade do veículo. "Como não tem autonomia para rodar o dia todo, o elétrico puro precisa de pontos de recarga ao longo do seu trajeto, demandando três horas para recarregar o suficiente para rodar 150 quilômetros. O custo dele é mais alto em relação ao híbrido e ao trolebus, mas esse valor depende muito do tipo de autonomia e bateria utilizadas, e como essa tecnologia não tem demanda comercial ainda, ela é relativamente cara ainda", explica Hiratsuka.

Diferentemente do ônibus híbrido desenvolvido pela Eletra, o protótipo feito em parceria entre a Tracel e a COPPE-UFRJ utiliza cerca de seis quilos de hidrogênio, um combustível não poluente, para 100 quilômetros percorridos, o que reduz a zero o nível de emissões. "O uso de um combustível limpo garante um ganho na combustão interna, e a eficiência na gestão de energia faz com que o sistema consiga reaproveitar boa parte da energia consumida, quando o veículo freia. Além da eficiência, o motor elétrico é bastante resistente, e em relação ao preço, a tendência é que acompanhe o barateamento da própria energia, o que esperamos que aconteça durante o desenvolvimento do projeto", destaca um dos responsáveis pelo desenvolvimento do ônibus pela Tracel, Hugo Miranda.


Apesar de não precisar um período exato para o aumento do número de ônibus elétricos circulando no Brasil, Miranda destaca que o investimento em tecnologias renováveis e limpas tem sido cada vez maior entre as empresas fabricantes de ônibus. "Todas as empresas do setor no mundo estão investindo em projetos com essas soluções, o que deve indicar o caminho a ser seguido pelo setor no futuro", ressalta. O gerente de engenharia da Eletra também acredita no crescimento da frota de veículos elétricos nos próximos anos, especialmente nas grandes cidades. "Nos grandes centros, vai ser insuportável se isso não ocorrer, e as grandes montadoras estão investindo muito; por isso a tendência é o crescimento do número de ônibus elétricos, não em 50% da frota, mas talvez em 10%", estima Hiratsuka.
Fonte: Fortalbus.com

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Novas Funcionalidades - Versão 1.185.273

Vídeo Explicativo sobre o Cadastro de Programação

Na parte superior direta da tela do cadastro de programação, esta disponível um link que dará acesso a um vídeo explicativo de como criar ou utilizar o cadastro de 'Programação':


Cadastros - Tabelas - Possibilidade informar observações para cada horário da tabela.

Nesta versão será possível incluir uma observação especifica para cada horário. Este campo de observação esta disponível em: Cadastros, Tabelas, Aba Horários. 


Esta observação será visível no relatório 'Horário de Tabelas', modelo 'Horários', com a opção 'Detalhar Horários' marcada e a opção 'Posto de Controle' no campo 'Agrupamento' selecionada.

Destaque para empregados 'TIRA-FOLGAS' na de Ajustar Escala, em Escala Matriz e Diária.

Visando tornar mais fácil o processo de preenchimento de escala, foi incluído um novo destaque na tela de Alterações de Escala (Ajustar) para empregados Tira-Folgas.

Os empregados cadastrados em 'Cadastros, Tira-Folas', receberam este destaque, estando já em uma tabela ou na relação de empregados Disponíveis (Ao marcar opção Detalhes).


Possibilidade de ordenação da lista de quantidade de cartões pelo seccionamento ou pela ordem padrão do cadastro de cartões (crescente e/ou decrescente) na tela de prestação de contas, Digitação ou Importação de Arquivo.

Para empresas que utilizam a configuração de Tarifas por Seccionamento, será possível ordenar no momento da digitação do 'BCD' (Digitação ou Importação de arquivo) a lista dos cartões cadastrados. 

As ordenações disponíveis são: 
  • Definida em Cadastro - Que vai seguir o padrão utilizado hoje, seguindo a ordem numérica do campo ORDEM do cadastro de Cartão;
  • Seccionamento - Vai seguir a ordem de seccionamentos criados nos cartões. Podendo o usuário optar por ordenar em duas opções:
    • A -> Z - Inicialmente todas as seções A's dos cartões e segue a ordem alfabética das sessões;
    • Z -> A - Vai exibir as sessões em ordem inversa
                          





terça-feira, 23 de outubro de 2012

Projetos de BRTs movimentam indústria de ônibus

Integrante dos planos de melhoria do transporte público na maioria das cidades-sede da Copa do Mundo 2014, os sistemas de ônibus rápidos, os BRTs, abrem uma nova frente de disputa entre as indústrias de carrocerias e de chassis de ônibus. De olho na chance de fornecer veículos para as linhas em construção ou em planejamento em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre, as empresas aceleram lançamentos dos veículos voltados para o sistema que utiliza veículos articulados com capacidade para até 270 passageiros.
A expectativa no mercado é de que as novas operações de BRTs exijam a aquisição de cerca de 2,5 mil coletivos especiais até 2014. O volume equivale a mais de 20% do mercado brasileiro anual de ônibus urbanos, que é de 12 mil unidades, segundo Dario Ferreira, diretor comercial da Comil Ônibus, que espera abocanhar 15% desse mercado. A empresa lançou, no início de outubro, um novo modelo voltado para o segmento durante a Fetransrio 2012, uma das principais feiras do segmento no País, realizada no Rio de Janeiro.
A Neobus também aposta no segmento. A empresa desde 2011 produz BRT, como um modelo biarticulado utilizado em Curitiba. E também aposta nas exportações para países como Chile e Equador.
Como a maioria dos projetos entra em operação até 2014, o próximo ano deve marcar a intensificação da concorrência entre as montadoras na briga pela preferência das operadoras e das prefeituras. Maurício da Cunha, diretor industrial da encarroçadora Caio Induscar, espera o mercado de BRT em alta já em 2013. “Nós queremos vender 500 unidades, o equivalente a 5% da nossa produção”, diz o executivo da empresa que começou neste ano a produzir uma linha de coletivos para essa modalidade.
Enquanto os projetos das capitais e sedes da Copa lideram o atual ciclo de implantação de BRTs, depois de 2014 as indústrias devem se voltar para as cidades de médio porte. “Os municípios a partir de 400 mil ou 500 mil habitantes também devem adotar esse tipo transporte”, diz Paulo Corso, diretor de operações comerciais da Marcopolo. A empresa já montou BRTs para cidades da América Latina e tem veículos em operação no Corredor Transoeste, no Rio de Janeiro. Segundo levantamento do projeto BRT Brasil, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, o Brasil tem hoje, pelo menos, 15 cidades com projetos em andamento, com investimentos que superam a marca de R$ 8 bilhões até 2016.
A sigla BRT vem do inglês Bus Rapid Transit, que significa Transporte Rápido por Ônibus. O sistema prevê linhas expressas com ônibus articulados com capacidade entre 160 e 270 passageiros. Os ônibus circulam em pistas exclusivas, e as estações contam com pistas de ultrapassagem. Para entrar no veículo, os usuários pagam sua passagem ao ingressar na estação, como em um metrô, o que reduz o tempo de embarque. Um dos principais atrativos é o custo de instalação, inferior ao dos trens subterrâneos, e o tempo de implantação, que pode ser de apenas um ano, de acordo com Wagner Colombini, diretor da Logit Consultoria.
O Sistema de BRT mais antigo do Brasil é o de Curitiba, implantado nos anos 1970. Mas foi nos últimos anos, com o aumento da frota de veículos e a multiplicação de congestionamentos nas grandes cidades, que o sistema entrou nos planos das prefeituras brasileiras para melhorar a eficiência da mobilidade urbana. Além das capitais do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, também há planos para o uso do sistema em Belém, Brasília, Campo Grande, Cascavel, Curitiba, Goiânia, Recife, Manaus, Maringá, Uberlândia, Vitória e Curitiba, que deve ganhar novas linhas.

Fonte:transporteelogistica.terra.com.br

Fortaleza: Faixas preferenciais otimizam viagens de coletivos no Centro

pós um mês de implantação das faixas preferenciais nas principais vias do Centro, o tempo de viagem dos coletivos reduziu praticamente a metade na maioria das linhas de ônibus que circulam naquela área. 
Segundo dados da Divisão de Monitoramento da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), linhas como Cidade 2000/Centro e Antônio Bezerra/Mucuripe que gastavam sete minutos ao circular somente no trecho da Av. Imperador, hoje fazem o mesmo trajeto em três e quatro minutos, respectivamente. 
Situação semelhante também pode ser observada na linha Aguanambi I, que teve o deslocamento otimizado na Av. Imperador com diminuição no tempo de viagem de seis para três minutos. A implantação das faixas preferenciais cumpre a Lei da Mobilidade Urbana, nº 12.587, que prevê a priorização do transporte coletivo sobre o individual. Dado continuidade ao que determina a legislação, a medida será ampliada para as avenidas José Bastos e Carapinima. 
Fonte: Etufor

Mudanças no trânsito de Fortaleza

Os órgãos encarregados da mobilidade urbana, em Fortaleza, anunciam para os próximos dias mudanças radicais no sistema viário leste. As medidas planejadas objetivam alterar o fluxo das Avenidas Santos Dumont e Dom Luís, Desembargador Moreira e Senador Virgílio Távora. 
Diante do trânsito paralisante, como tem sido registrado em áreas mistas, ocupadas por moradias e por atividades comerciais e de serviços, as propostas trazem a esperança de modificações mais profundas, antes que o problema desses espaços urbanos se torne irreversível. Pressupõe-se que o plano a ser executado tenha sido um consenso de especialistas em engenharia, tecnologia e administração de trânsito, com capacidade de apontar soluções factíveis. 
As razões da falta de fluidez no tráfego da Capital pairam, em primeiro lugar, no próprio traçado urbano, sob o formato de xadrez, com ruas estreitas, avenidas acanhadas e quadras curtas, como se a cidade jamais evoluísse do ciclo das carroças e dos bondes. Paralelamente, os Planos Diretores não trataram de corrigir essa falta de perspectiva durante a aprovação dos loteamentos. 
Por motivos administrativos, foi extinto o Instituto de Planejamento do Município (Iplam), que possuía um acervo sobre a Capital, sua evolução e memória urbana. Reunia também recursos técnicos e humanos para orientar o crescimento ordenado da cidade que, numa fase decisiva, ficou sem rumo. 
No vazio de direcionamento, ocorreram fenômenos desta ordem em Fortaleza: entre 2001 e 2011, a frota de automóveis evoluiu de 331.075 unidades para 628.039. O crescimento é de 87,7% na primeira década do século XXI, traduzido em 296.964 novos veículos em circulação. No período, não foram realizadas obras de infraestrutura para suportar essa invasão motorizada e harmonizar o espaço urbano. 
Essa anomalia foi constatada pelo Observatório das Metrópoles, ao estudar as doze maiores cidades do País, com base nos dados acumulados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). As doze metrópoles apresentam problemas semelhantes de tráfego, em razão do crescimento vertiginoso da frota de veículos, sem haver correspondência em investimentos públicos capazes de permitirem a fluidez desejada. 
Em 2011, o Observatório das Metrópoles constatou a concentração, nas doze maiores cidades, de 20,5 milhões de automóveis. À época, o número representava 44% da frota nacional, mas já sofreu alterações substanciais, em razão dos atrativos financeiros proporcionados pelo governo, com a redução dos impostos cobrados sobre a comercialização de veículos novos nos últimos meses. 
As medidas projetadas para o trânsito de Fortaleza mudam o sentido de circulação de veículos das quatro principais avenidas da região leste da cidade. A Santos Dumont terá sentido Centro-Aldeota; a Dom Luís, Aldeota-Centro; a Desembargador Moreira, Sertão-Praia; e a Senador Virgílio Távora, Praia-Sertão. 
Toda mudança causa descontentamento e prejuízo às pessoas e às atividades econômicas afetadas. Contudo, a legislação privilegia o transporte público sobre o individual e esse critério tem prevalecido, como ocorreu com as mudanças da Avenida Bezerra de Menezes e dos primeiros quarteirões centrais. 
A Etufor e a AMC, com orientação técnica unificada, têm agido com cautela ao promover os ajustes anunciados. Mas serão sempre soluções provisórias, se não foram executadas as obras indispensáveis à malha viária.
Fonte: Diário do Nordeste