Tornou-se prática comum empresas do sistema de transportes urbanos colocarem ônibus operando sem a presença de cobradores, uma iniciativa classificada antipática para os usuários, mas que ganha o consentimento da classe trabalhadora. “É muito ruim. O motorista passando troco demora e também cria dificuldade para o próprio motorista que tem que dirigir e fazer a cobrança da passagem”, reage a estudante Juliana Figueiredo. “Sem contar que essa medida tira o posto de trabalho de um cobrador”, complementa a estudante
Por outro lado, a ausência de cobradores e a consequente duplicidade de função do motorista nestes coletivos não implica infração à convenção coletiva de trabalho, segundo avalia o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários de Aracaju (Sintra). “Está previsto na convenção coletiva e a empresa não pode aumentar o número de veículos que estão autorizados a andar sem cobrador”, adverte o presidente do Sintra, Miguel Belarmino. “A função de cobrador nunca deixará de existir”, complementa o sindicalista.
Mas o número de ônibus que estão circulando em Aracaju sem cobradores é polêmico. O Sintra adverte que apenas 12 estão autorizados a operar apenas com o motorista, que exerce também a função de cobrador. Mas o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) contabiliza 20 ônibus nesta circunstância. É algo para apurar, na ótica de ambos os sindicatos para verificar qual o número real de ônibus que pode circular sem cobrador em Aracaju.
A Assessoria de Comunicação do Setransp garante que não há coletivos circulando sem cobradores em linhas movimentadas. A Assessoria informa que ocorreu estudos para adoção da medida justamente para não comprometer o sistema.
Além de assegurar a circulação de ônibus sem cobradores em linhas de pequeno fluxo, a medida não causa maiores transtornos, segundo o Setransp, porque em Aracaju 85% dos usuários do sistema efetuam o pagamento da tarifa com uso de cartões.



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