segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fortaleza: Usuários reclamam de falta de acessibilidade nos terminais de ônibus

Os terminais de ônibus de Fortaleza não apresentam estrutura adequada ao acesso de pedestres. Os usuários apontam diversos obstáculos na entrada e na saída, como a altura e o desnível de calçadas e a ausência de rampas, faixas de pedestres e semáforos. A reportagem visitou os terminais da Parangaba e do Lagoa. No primeiro, não foi difícil listar os problemas de acessibilidade. No segundo, apesar de menos problemática, a estrutura ainda desagrada em alguns pontos.
O Terminal da Parangaba conta com dois acessos para pedestres, um pela avenida Dedé Brasil e outro pela rua Eduardo Perdigão, mas somente a segunda entrada tem portão para pedestres. Na Dedé Brasil, a entrada é só pela catraca. Ambos os lados não contam com rampas e as calçadas são altas. “Lá do outro lado até tem entrada para cadeirante, mas não tem rampa”, conta o mototaxista Fernando Moreira. Segundo ele, os cadeirantes sempre precisam de ajuda para entrar no terminal.
Para Moreira, a altura e o desnível das calçadas atrapalham até mesmo quem não tem problema de locomoção. “Já vi várias vezes pessoas topando com o degrau alto”, diz.
Como a avenida Dedé Brasil e a rua Eduardo Girão não contam com semáforo próximo aos acessos, os pedestres precisam se arriscar em meio ao fluxo de ônibus e carros para chegar às bilheterias. A professora Beatriz Petrila teve que correr com a filha de sete meses nos braços para atravessar a rua e entrar no terminal. “É horrível. Tive que chamar a atenção dos motoristas para poder passar. Os ônibus não dão chance para a gente”, reclamava. 
Já o Terminal da Lagoa conta com apenas uma entrada, na avenida Augusto dos Anjos. No local, existem duas rampas, uma ligando a pista à calçada e outra ligando a calçada à bilheteria. Os pedestres que vêm de outros pontos precisam dar a volta no quarteirão para acessar o terminal. Em muitos casos, pedestres saem do terminal pelos acessos de ônibus para ganhar tempo, mesmo com os avisos de proibição.
Fonte: O Povo

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