terça-feira, 23 de outubro de 2012

BRS-FOR: Após um mês, usuários não sentem efeito

Passados 30 dias da implantação das faixas prioritárias para ônibus, vans e táxis em trechos de sete vias do Centro de Fortaleza, o tempo de viagem dos coletivos foi reduzido pela metade, segundo a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor). No entanto, usuários que embarcam e desembarcam nas áreas contempladas pelo Serviço Rápido de Ônibus (BRS) ainda não sentem o impacto da alteração. A desinformação também é evidenciada por passageiros e o desrespeito dos condutores de carros particulares, a nova orientação, ainda é notório. Carapinima e José Bastos serão as próximas avenidas a receber o BRS. 
Na terceira parada da Av. Imperador, que desde o dia 17 de setembro têm as duas faixas da direita destinadas, preferencialmente, ao transporte público coletivo, o fiscal de uma das empresa da Região Metropolitana, Wilton Carlos Lima, responde a inúmeros questionamento sobre alteração nos pontos de embarque. Isto porque, o ponto passou por adaptações na semana passada, para que o fluxo de passageiros e o embarque fossem otimizados. “Muitas coisas ainda terão que ser ajustadas. Os engarrafamentos continuam em determinados horários e o acúmulo de ônibus em uma mesma parada colabora para a desorganização”, avaliou. 
Na Tristão Gonçalves, onde o BRS foi implementado em somente uma das vias, o marceneiro Raimundo Nonato Soares, que todos os dias desloca-se até Acaracuzinho, em Maracanaú, também garante que não houve efeito. De acordo com ele, que às 17h esperava o coletivo e estimava que chegaria em casa somente as 18h, não há o menor sinal de otimização do tempo de viagem. “Eu não senti diferença nenhuma. E olhe que eu pego aqui e ainda passo na Imperador, mas não tem nada de rapidez não. Quem dera que tivesse”, declarou. 
Alterações e desrespeito
“A diferença ainda bem pequena, quase imperceptível”. É a opinião do servidor público Alexandre Barros, que ao tentar embarcar, ontem, na Imperador, reclamou de mais uma alteração em seu ponto de parada. “Sei que eles estão tentando achar a melhor organização, mas em três semanas minha parada mudou três vezes. Isso é muito ruim, porque fico perdido. Toda vida que vou pegar ônibus tenho que confirmar”, explicou. Alexandre criticou ainda a imprudência dos condutores, que, visivelmente, insistem em trafegar pelas faixas desaconselhadas. Para ele, somente com intensa fiscalização e aplicação de punições e que tais episódios serão evitados. 
Diferente do que foi assegurado pelos usuários, a Etufor garante que dados da sua Divisão de Monitoramento, evidenciam que linhas como Cidade 2000/Centro e Antônio Bezerra/Mucuripe, que gastavam sete minutos para circular somente no trecho da Av. Imperador, hoje, fazem o mesmo trajeto em três e quatro minutos, respectivamente. Segundo a órgão municipal, situação semelhante também é observada na linha Aguanambi I, que teve o deslocamento otimizado de seis para três minutos, o que evidência o efeito da BRS, no Centro. 
Avaliação positiva e extensão do BRS
O presidente da Etufor e da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), Ademar Gondim, minimizou a desinformação dos usuários, e defendeu que passados 30 dias, a avaliação do sistema no Centro é positiva. De acordo com ele, pontos que antes serviam como final da linha de vans e ônibus, foram otimizados pelo BRS e, hoje, dão vazão ao tráfego na área. Além disso, Ademar ressaltou, que como muitas linhas continuam o percurso pela Av. Bezerra de Menezes, o efeito é ainda mais evidente. 
Quanto ao desrespeito por parte de condutores de carros particulares, Ademar ressaltou que nesse momento “a preocupação é com quem está obedecendo à norma, e não o contrário”. De acordo com ele, os infratores deverão ser vistoriados e penalizados em uma próxima etapa, quando os equipamentos de fiscalização, que estão em processo licitatório, forem instalados. A licitação deve ser encerrada entre 30 e 45 dias, segundo o presidente. Além disso, na próxima semana, a implantação do BRS deverá ser estendida as avenidas José Bastos e Carapinima.
Fonte: O Estado

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