Em algumas áreas da Capital, população ainda tem poucas opções de rota; demora de ônibus é outra queixa
Chegar mais rápido ao seu destino é o grande desejo de quem utiliza as
linhas de ônibus da Capital. Para conseguir concretizá-lo, há quem tente
fazer a integração temporal. Contudo, para que dê certo, é preciso
gastar, no máximo, 30 minutos entre as duas validações de passagens, o
que nem sempre funciona, porque depende do tempo da chegada do próximo
ônibus.
Para melhorar a rapidez desses percursos, a Empresa de Transporte Urbano
de Fortaleza (Etufor) implementou 14 novas linhas de ônibus somente
este ano, de acordo com informações da assessoria de imprensa da
instituição. Destas, três são linhas expressas: Antônio
Bezerra/Parangaba, Messejana/Papicu, Antônio Bezerra/Papicu. A intenção é
diminuir o tempo de viagem entre os terminais, já que essas linhas têm
poucas paradas durante o trajeto.
Em vias de fluxo intenso, como a Avenida Bezerra de Menezes, até 2009,
não era possível se deslocar até a Avenida 13 de Maio de ônibus, mas
apenas de topique 55. Com a criação da linha Antônio Bezerra/Albert
Sabin, os usuários não só tiveram mais uma opção de transporte público,
como também ganharam o acesso direto ao Hospital Infantil Albert Sabin
(Hias), referência no Estado em atendimento pediátrico.
A partir desta semana, também entrou em circulação a linha 393 - Miguel
Arraes/Siqueira, que atende aos moradores dos novos conjuntos
habitacionais Miguel Arraes e Rachel de Queiroz. Hoje, também poderá ser
definida a criação de mais uma linha de ônibus, após a reunião da
comissão técnica da Etufor. Será a Linha Antônio Bezerra/ Lagoa, que,
caso seja aprovada, deverá entrar em circulação no início de novembro.
Mesmo com a implantação dessas novas rotas, ainda há quem seja obrigado a
utilizar o serviço de integração temporal, seja para gastar menos tempo
nos ônibus ou mesmo como o único jeito de se chegar ao destino. É o
caso da atendente Meirelândia Reinaldo, que mora no Conjunto Parque
Elizabeth 2, na Messejana. Para chegar no trabalho, no Dionísio Torres,
ela precisa pegar três ônibus: Parque Elisabeth 2/Messejana, no
Terminal; de lá, o Messejana/Expresso/Aguanambi e depois o
Parangaba/Náutico. Por conta desse deslocamento, nem sempre ela consegue
fazer a integração temporal. "Os ônibus são muito lotados e, às vezes,
eu passo mais de 30 minutos esperando o próximo", relata a atendente.
Pedidos
Segundo o engenheiro-chefe da divisão de planejamento da Etufor, Antônio
Ferreira Silva, para se pedir uma nova rota de ônibus, a população deve
se encaminhar para a instituição, onde é feita a solicitação. "No caso
dessas solicitações feitas por conjuntos novos, nós fazemos uma visita
com os nossos engenheiros de transporte para avaliarmos a viabilidade da
linha e quantos carros serão necessários para a rota", esclarece.
Já para a criação de linhas em bairros que já existem, são feitas
pesquisas periódicas para avaliar se a população está satisfeita com o
serviço e quais são os principais destinos. "Para a criação da Linha
Antônio Bezerra/Albert Sabin e as demais que fazem o transporte para
aquele hospital, por exemplo, identificamos a demanda ao fazer a
pesquisa nos terminais", afirma.
Algumas linhas, como a Bezerra de Menezes/ Coração de Jesus, também
foram reativadas, após avaliação da Etufor. "Identificamos uma demanda
muito grande por parte dos usuários do transporte metropolitano para
essa área, antes só atendida pelas linhas Antônio Bezerra/Papicu e
Antônio Bezerra/Messejana", analisa.
Fonte: Diário do Nordeste



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