terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fortaleza: Passe livre passa a ser registrado nos coletivos

A partir deste mês, as empresas operadoras do transporte coletivo de Fortaleza deverão instalar em todos os seus veículos o validador para a contagem de passes livres. A medida se aplica aos portadores de cartões que dê direito à gratuidade, como funcionários de empresas de ônibus, deficientes e idosos, visando um maior controle e fiscalização na hora de embarcar nos coletivos. O usuário deve apresentar seu cartão ao motorista, que o passará no validador, registrando o embarque. As empresas estão adotando o equipamento de forma gradativa.


Gratuidade é oneroso para empresas. Repasse sai do bolso dos usuários.
No Brasil se pratica uma política social ao avesso quando se elege os usuários do transporte coletivo para pagar a conta da gratuidade concedida a diversos setores da sociedade. Não se quer discutir, agora, os méritos de tais gratuidades, mas direcionar para um único segmento da sociedade a responsabilidade de arcar com os benefícios conferidos é uma política não apenas conservadora, mas claramente injusta e distorcida. A questão é agravada por se saber que os usuários do transporte público são, sem dúvida, os menos indicados para receber e quitar essas contas.

Em Fortaleza, dentre as gratuidades concedidas, atualmente, 3.887 crianças e adolescentes que estão na faixa etária de zero a 18 anos se deslocam gratuitamente nos ônibus da cidade sem limitação de viagens, restrições de itinerários ou dias da semana. Em 99% destes casos, o benefício também dá direito a acompanhante.

Segundo dados da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), 2.955 crianças e adolescentes com gratuidade possuem deficiência mental ou múltipla, enquanto 932 das que têm o benefício estão enquadradas nos demais tipos de deficiência: física, auditiva e visual.

Esse quadro é ainda mais afrontoso quando se sabe que 30% da população andam a pé, simplesmente porque não podem arcar com os preços das passagens. Embora tarde, já é hora, especialmente quando o atraente discurso da mobilidade urbana entra em cena, retirar-se dessa mesma cena a figura do usuário como o de pagador das benesses.

Fonte: Fortal Bus.

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